Testemunho – Pra. Ana Carolina Steil

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12Graça e paz meus amigos e irmãos

Gostaria de compartilhar algo que aconteceu comigo…

Ontem, quinta-feira, foi um dia bem difícil. Há dias que venho sofrendo com dores em meu braço, até compartilhei no grupo semanas atrás.

Consultei com um clínico que me diagnosticou com tendinite, o que há muitos anos atrás já havia sofrido com a mesma inflamação, porém dessa vez ficou mais grave.

Comecei a tomar anti-inflamatórios… Do mais “leve” ao mais “forte”, enquanto tomava sentia a dor “aliviar”, mas quando terminava o ciclo a dor voltava ainda mais forte! Comecei a fazer alguns exercícios, alongamentos que ajudaram muito, mas não solucionaram o problema.

No desespero liguei para uma amiga que é medica e pedi orientação. Ela disse para continuar com os exercícios e me passou um remédio para dor. No mesmo dia comecei a tomar e… Ele funcionou! Aliviou a dor, mas também me “derrubou”! Minha pressão arterial baixou, fiquei extremamente sonolenta e com o raciocínio devagar… Essa minha amiga também me orientou repouso com o braço… Mas como? Sou mãe de duas meninas pequenas… Impossível! Mas tentei…

Como disse, ontem foi o dia mais difícil. Tinha muitas coisas para fazer e não consegui fazer nenhuma delas. Estava me sentindo frustrada com toda essa situação.

Comecei então, a clamar pela cura. Por onde andava dizia: Senhor tem misericórdia de mim, me cura!

A noite tinha um compromisso na igreja, uma reunião de mulheres. E, na correria de se arrumar, organizar material, dar banho nas meninas… Esqueci de tomar o remédio para dor. Lembrei quando já estava chegando à igreja. Durante a reunião parecia que não tinha posição tamanha era minha dor. Falei com minha pastora e pedi oração. Assim como eu, haviam outras mulheres enfermas. Fomos todas á frente e recebemos a oração. Clamei pela misericórdia do Senhor debaixo de muitas lágrimas…

Terminada a oração senti um grande alívio da dor! A dor havia passado completamente! Glórias á Deus!

Fui para casa muito feliz. Porém, quando fazia algum movimento repetitivo ou esforço sentia a dor. Então logo questionei: Por que Senhor? Por que alivio e não cura? O que está acontecendo? Será que não tenho fé o suficiente? Fiquei questionando, conversando com o Senhor. Logo entendi que havia algo para aprender em tudo isso.

Ontem falamos sobre ansiedade. Há varias formas de demostrarmos ansiedade.

Com tudo isso percebi a necessidade em desacelerar. Quem anda bem pertinho de mim sabe que costumo fazer tudo rápido… seja lavando uma louça ou digitando um texto. Essa semana foi até engraçado; meu marido e eu estávamos na mesa, cada um com seu notebook. Ele parou, olhou para mim e exclamou: pra que digitar tão rápido? Minha resposta já estava pronta: Tenho muita coisa para fazer!

Com tudo isso, consigo ver o cuidado do Senhor. Vejo Deus me dizendo: Carol desacelera! Curte um pouco mais, relaxe.

Comecei a notar pequenas situações do dia a dia: quando vou buscar minhas filhas na escola. Elas mal saem do carro e já estou dizendo: as duas para o chuveiro porque temos que sair daqui a pouco. Dou banho nas duas, coloco a roupa e ao mesmo tempo (não me pergunte como!) arrumo a mesa para o café. Uma loucura! Será que precisa?

Minha ansiedade está em conseguir cumprir todas as metas do dia, sem me preocupar com minha saúde, ou com quem está ao meu redor. A verdade é que vou atropelando tudo e todos!

O Senhor não me curou, apenas aliviou minha dor porque ainda precisava entender o propósito. Sei que terei que continuar os exercícios, estou aguardando a consulta com o ortopedista, mas tudo isso é necessário para que eu consiga desacelerar.

A dor realmente não está mais intensa, consigo fazer as coisas propostas no dia, mas de maneira mais tranquila. Quando começo a acelerar a dor volta… Então entendo: preciso parar. Glória Deus por isso! Como Deus é lindo!

Compartilho isso com você hoje para te despertar para isso também: desacelera! Pare de correr! Não vale a pena.

 Vamos fazer um Bom Dia?!

 Desejo a você uma excelente semana 

Um forte abraço,

Pastora Ana Carolina Steil.